Selos: O Turco

Muitos países comemoraram esta original invenção do séc. XVIII da autoria de Wolfgang von Kempelen. Trata-se do "Turco", uma máquina de xadrez que encantou o público da época, ao vencer inúmeros adversários, podemos também considerar esta máquina como o percursor dos actuais programas informáticos de xadrez.
De facto, por volta do ano de 1982, a RTP transmitiu uma série baseada nos contos de Edgar Allan Poe em que, num dos episódios, a personagem principal é precisamente este "automato".
O que era apelativo, tanto para quem assiste a esse episódio (ou lê esse conto) ou para quem tenha assistido a exibições suas no séc. XVII, seria a possibilidade de equacionar a existência de uma manifestação de inteligência sem a presença de um cérebro, de um ser vivo que a suportasse.
Sabendo como se processava o funcionamento deste dispositivo, seria mais correcto classificá-lo como um (excelente) percussor da notável arte de ilusionismo do que de actuais programas informáticos de xadrez e é por isso que, embora pessoalmente admirasse ver este aparelho em acção por cá, duvido que tivesse um impacto significativo junto do público:
Hoje em dia os fins justificam os meios e um computador pode não ser inteligente mas possui uma capacidade de cálculo que o faz jogar melhor do que qualquer "Turco", pelo que julgo as pessoas prefiram assistir ao desempenho de um programa informático num qualquer monitor do que deixar-se fascinar pela "mise-en-scène" do "Turco" e pela possibilidade de um dia vir a existir uma máquina realmente inteligente. (Comentar)