
Em Portugal não basta organizar circuitos de xadrez e torneios de semi-rápidas, é necessário apostar na qualidade dos mesmos para dignificar a modalidade. Parece-me que há um mínimo que se deve exigir, nomeadamente uma sala adequada com instalações sanitárias decentes, uma mesa estável, tabuleiros limpos, luz adequada, espaço entre os jogadores, lista de empareceiramento devidamente afixada, a presença de um ou mais árbitros, algum silêncio na sala, cumprir o horário do início das sessões.
Só fazendo um esforço nesse sentido, é que se poderá apostar em torneios de qualidade, atraindo mais participantes e mostrando a seriedade desta modalidade. Embora se verifique uma maior preocupação neste domínio, sobretudo ao nível dos torneios de clássicas, o mesmo não acontece quando falamos de ritmo semi-rápido.
Só fazendo um esforço nesse sentido, é que se poderá apostar em torneios de qualidade, atraindo mais participantes e mostrando a seriedade desta modalidade. Embora se verifique uma maior preocupação neste domínio, sobretudo ao nível dos torneios de clássicas, o mesmo não acontece quando falamos de ritmo semi-rápido.
O mundo é cada vez mais uma aldeia global, por isso não me espanta nada que cada vez mais, os nossos melhores valores ou aqueles que têm alguma ambição na modalidade e a encaram com seriedade, passarem a ir cada vez mais jogar na Europa, onde sabem que pagam mas têm qualidade garantida e opens fortes e bem organizados. Somos o país dos luxos mas sem cuidados básicos. Dinheiro para contratar jogadores existe sempre, mas para desenvolver o xadrez fora dos grandes centros nada! Que tal pensar-se num circuito de clássicas em Odemira? Ou será que só interessa ir lá bater um bocado nos relógios e sacar o dinheiro dos prémios? O TGV está quase a chegar! Se continuarmos todos a dormir em Portugal... (Comentar)