Domingo, Dezembro 16, 2007

Harpard Elo - o Inventor do Sistema Elo



 

       
          A palavra "Elo" é muito utilizada no vocabulário dos xadrezistas, sobretudo quando se referem à  "força" de um jogador de xadrez. O "Elo" é um sistema de cálculo que indica, relativamente, o nível dos jogadores de xadrez. Este sistema também é utilizado em outros desportos como o basebol ou o basquetebol. A Federação Internacional de Xadrez (FIDE) calcula o "Elo" de cada jogador baseando-se nas partidas que o mesmo realiza. Este sistema tem inúmeras vantagens, para além de ser possível obter uma lista ordenada de todos os jogadores nacionais e mundiais, é útil para compreender a evolução de um jogador e listá-lo em torneios. Isto também permite criar, por exemplo, torneios segmentados por escalões (sub-1800, sub-2000, sub-2200), dividindo os jogadores consoante o seu nível de jogo.

         Harpad Elo nasceu na Hungria em 1913 e mudou-se para os E.U.A. quando ainda era uma criança. Foi professor de Física na Universidade de Marquette no Milwaukee e Mestre de Xadrez, venceu muitas vezes o campeonato do Estado de Wisconsin. Apesar do sistema de cálculo de ratings ter sido desenvolvido em 1950 por Kenneth Harkness, nos anos 60 Harpad Elo inventou a sua própria fórmula de cálculo, aperfeiçoando o método anterior. O sistema de Elo é o método mais eficaz para calcular o nível de jogos disputados entre dois jogadores (xadrez e go). 

         Embora à primeira vista o termo ELO pareça um acrónimo, na verdade é o nome de família do criador do sistema.


 

Escrito por Peãodobrado em 18:22:48 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Maio 16, 2007

Era uma vez......

 

 

A Antiguidade do xadrez suscitou a criação de diversas lendas como aquela que é aqui relatada:

       "O Jogo de xadrez foi inventado na Índia. Quando o rei Cheram o conheceu ficou maravilhado pelo engenho que este jogo era e pela múltipla variedade de posições que nele são possíveis.

Ao se inteirar que o inventor era um de seus súbditos, o rei mandou chamá-lo com o objectivo de recompensá-lo pessoalmente pelo seu invento. O inventor, de nome Seta, apresentou-se diante do soberano, com um traje muito modesto, pois vivia dos meios que lhe proporcionavam os seus discípulos.

Seta, quero te recompensar dignamente pelo engenhoso jogo que inventaste, disse o rei. O sábio agradeceu, mas não aceitou a generosidade. Sou rico o bastante para cumprir qualquer desejo teu. Diz-me qual é a recompensa que desejas e eu te satisfarei. Seta continuou calado. Não sejas tímido, expressa teu desejo, não vacilarei em nada para satisfazê-lo.

Grande é a tua magnanimidade, ó soberano, porém concede-me um curto prazo para meditar sobre a resposta, e amanhã, depois de árduas reflexões comunicarei ao senhor a petição.

Quando no dia seguinte Seta se apresentou de novo diante do trono, deixou o rei maravilhado pelo seu pedido sem precedentes. Soberano, disse Seta, manda que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez. Um simples grão de trigo?, o rei admirado, contestou. Sim, soberano, e pela segunda casa ordene que me entreguem dois grãos, pela terceira quatro grãos, pela quarta oito, pela quinta dezasseis, pela sexta trinta e dois etc.

Basta, o rei interrompeu irritado, receberás o trigo correspondente às 64 casas do Tabuleiro de acordo com teu desejo: a cada casinha receberás uma dupla quantidade que pediste, porém deverás saber que tua petição é indigna da minha generosidade; ao me pedir tão mísera recompensa menosprezas irreverentemente minha benevolência. Na verdade, como sábio que és deverias ter dado maior prova de respeito perante a bondade de teu soberano. Sai daqui, meus servos te darão esse saco de trigo que solicitaste.

Os matemáticos da corte trabalharam intensamente para calcular a recompensa de Seta, que ficou à espera na porta do palácio real. Somente ao amanhecer do outro dia o matemático chefe da corte solicitou uma audiência para apresentar ao rei um informe muito importante: Ó rei, calculamos escrupulosamente a quantidade de grãos que Seta deseja receber. Resulta numa conta astronómica, absurdamente gigantesca. Seja qual for sua magnitude, interrompeu com altivez o rei, os meus graneiros não empobrecerão os meus depósitos, prometi dar a recompensa a Seta e portanto eu a entregarei. Soberano, agora não depende da sua vontade o cumprir semelhante desejo, em todos os teus celeiros não existe a quantidade de trigo que exige Seta. Tão pouco existe nos celeiros de todo o reino, até mesmo os celeiros do mundo são insuficientes.

Se desejas entregar sem falta a recompensa prometida, ordena que todos os reinos da terra se convertam em lavouras, manda secar mares e oceanos, ordena fundir os gelos e as neves que cobrem os distantes desertos do norte, que todo o espaço seja totalmente semeado e se ordene entregar toda a colheita obtida a Seta. Somente então receberá a sua recompensa. Diz-me qual é essa conta tão monstruosa de grãos, disse o rei, reflectindo espantado. Ó soberano, são DEZOITO QUINTILHÕES, QUATROCENTOS E QUARENTA E SEIS QUATRILHÕES, SETECENTOS E SETENTA E QUATRO TRILHÕES, SETENTA E TRÊS BILIÕES, SETECENTOS E NOVE MILHÕES, CINQÜENTA E UM MIL E SEISCENTOS E QUINZE (18.446.744.073.709.051.615). "

 

Escrito por Peãodobrado em 13:01:38 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Fevereiro 13, 2007

Um gato chamado 'Chess'

 

          Alexander Alekhine tinha um gato de estimação chamado "Chess". Este gato acompanhava o Campeão do Mundo em diversos torneios, por vezes, ficava ao seu lado ou era entregue ao cuidado da sua esposa. Certo dia o gato desapareceu e o Campeão do Mundo ficou de tal modo preocupado que não se conseguiu concentrar no xadrez. A rádio e a imprensa logo noticiaram o desaparecimento do felino, que tinha sido apanhado por um "ardina" no canto de uma rua e vendido a um traseunte chamado Mr. Graczyk. Depois de ouvir as notícias na rádio, Graczyk sentiu-se honrado em devolver o gato a Alekhine. É claro, que ele obteve o dinheiro de volta, pois o Campeão do Mundo reembolsou o preço do gato (20 Zlotys que equivalia a cerca de 5 Euros).

       Para além de ter usado algumas t-shirts com a imagem de um felino, Alekhine gostava de ver o seu gato passear livremente em cima do tabuleiro antes do início das partidas (Match Alekhine-Euwe, 1935). Um dos seus adversários - que saiu derrotado - disse o seguinte: "Quando eu vi aquele maldito gato, eu sabia que estava em apuros".

Escrito por Peãodobrado em 14:06:05 | Link permanente | Comments (0) |