Terça-feira, Julho 17, 2007

Poema

 

       Caissa é a "Deusa Padroeira" dos xadrezistas. Ela foi criada em 1763 por Sir William Jones num poema intitulado Caissa. Inspirado por de Scacchia Ludus (na imagem), o poema relata a história da invenção do xadrez por Marte. No final do poema pode ler-se o seguinte:

. . . fram'd a tablet of celestial mold
Inlay'd with squares of silver and gold;
Then of two metals form's the warlike band.
That here compact in show of battle stand;
He taught the rules that guide the pensive game,
And call'd it Caissa from the dryad's name.
Whence Albion's sons, who most its praise confess,
Approved the play and named it thoughtful Chess.

 

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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

O Xadrez na Literatura: 'Impasse' de Icchokas Meras

       No mês de Novembro  foi publicado um livro da autoria de Icchokas Meras intitulado "Impasse" (Quetzal Editores. Lisboa, 2006) que aborda a temática do xadrez. O romance tem como cenário a Segunda Guerra Mundial, quando milhares de crianças são enviadas para um campo da morte. Para que as vidas dessas crianças sejam poupadas, Abraham Lipam intercede junto de um comandante nazi. O Comandante propõe, então, que seja realizada uma partida de xadrez entre ele e o filho de Lipam - Isaac -, com a condição que se o adolescente prodígio conseguir vencer, as crianças serão poupadas, mas se o contrário acontecer, apenas Issac viverá.

     Icchokas Meras nasceu na Lituânia em 1934 no seio de uma família judia que não sobreviveu ao Holocausto. Apesar de ser licenciado em Engenharia dedicou a maior parte do seu tempo à literatura. A sua primeira colecção de histórias data de 1960, baseando-se nos desenhos que fez em criança e que ilustraram o terror infligido pelo Holocausto.

Escrito por Peãodobrado em 20:51:19 | Link permanente | Comments (2) |

Terça-feira, Agosto 08, 2006

O Xadrez na Literatura

        Este romance histórico intitulado "Senhores do Castelo Branco" da autoria de Elizabeth Chadwick, começa com uma partida de xadrez, numa taberna de Londres, entre um escudeiro chamado Fulke Fitz Warin e o João Sem Terra. O escudeiro venceu a partida e esse simples facto irá determinar a vida de ambos. Dois orgulhos em confronto, que culminam quando João, já como monarca todo-poderoso de Inglaterra, decide negar à família Fitz Warin os direitos sobre a sua propriedade ancestral de maior valor - Whittington, o Castelo Branco.
Um acto que leva Fulke a transformar-se um eterno espinho no dorso de João, tornando-se um dos mais temidos fora-da-lei de Inglaterra.

Escrito por Peãodobrado em 00:10:09 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Julho 05, 2006

O Xadrez na Literatura: Álvaro de Campos

 

Encostei-me

Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.

Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos ---
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.

Álvaro de Campos
Escrito por Peãodobrado em 02:59:36 | Link permanente | Comments (0) |